Assina a petição: STOP PLÁSTICOS. O planeta e a nossa saúde estão em risco
Assina a petição: STOP PLÁSTICOS. O planeta e a nossa saúde estão em risco
Campanha de: Greenpeace Portugal
Todos os anos, milhões de toneladas de plástico e redes fantasma acabam nos nossos oceanos, matando baleias, tartarugas e aves marinhas, e poluindo as águas e os ecossistemas.
Portugal, com a sua ampla costa litoral, está na linha da frente desta destruição.
No entanto, este problema não afeta só a natureza. Milhares de partículas de microplásticos entram no nosso corpo através do peixe, do sal e da água que consumimos. A ciência já o confirmou: existe um grave risco para a saúde.
Na Greenpeace, declaramos guerra aberta a esta invasão plástica sem controlo. Por isso, exigimos ao Governo português e aos líderes mundiais um Tratado Global sobre Plásticos verdadeiramente eficaz, cujo foco não seja apenas a "limpeza do lixo", mas a redução drástica da produção destes materiais.
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O QUE PEDIMOS
O plástico já não está apenas no oceano - está também no nosso corpo. Estamos num momento histórico.
Após anos de negociações, o Tratado Global sobre Plásticos entrou na sua fase decisiva. Mas a narrativa mudou: em 2026, já não estamos apenas a lutar contra o lixo que vemos nas nossas praias, cidades, florestas ou as ilhas de plástico no oceano. Estamos a lutar pela nossa sobrevivência. Com a eleição de uma nova presidência para o Intergovernmental Negotiating Committee - INC (Comité Intergovernamental de Negociação sobre Poluição Plástica), temos a oportunidade única de garantir um Tratado que não se limite a "limpar o lixo", mas que termine a sua produção.
O problema: uma crise que começa no mar e termina em nós
Hoje não existem dúvidas de que o plástico está a asfixiar o planeta:
Oceanos cercados: Todos os anos, milhões de toneladas de plástico e "redes fantasma" continuam a invadir os nossos oceanos, matando baleias, tartarugas e aves marinhas. Portugal, com a sua vasta costa, está na linha da frente desta destruição. Em Portugal, em 2023, o lixo marinho nas praias era maioritariamente plástico (88%). E apesar de muito se falar em reciclagem, apenas 38,1% dos resíduos de plástico (ou embalagens) são efetivamente reciclados.
E o que começa no oceano, regressa à nossa mesa, ao nosso corpo e à nossa saúde:
O plástico no nosso corpo: O plástico no mar não desaparece, ele fragmenta-se em microplásticos que entram nos peixes, no sal e na água que consumimos. Em 2026, a ciência confirma: microplásticos e químicos tóxicos já circulam no nosso sangue e em órgãos vitais.
Um dos mais recentes relatórios da Greenpeace, Are We Cooked? The Hidden Health Risks of Plastic-Packaged Ready Meals, analisou 24 estudos científicos recentes e concluiu que o plástico é um problema de saúde pública, destacando os alimentos de conveniência comercializados como “seguros para aquecer”. Na realidade estes expõem-nos a contaminantes invisíveis todos os dias da seguinte forma:
- Contaminação invisível: Microplásticos e nanoplásticos foram detetados no sangue humano, em placentas e em órgãos vitais. - O perigo na cozinha: Aquecer refeições prontas em embalagens de plástico no micro-ondas liberta centenas de milhares de partículas tóxicas diretamente para a nossa comida em poucos minutos. - Cocktail químico: Mais de 4.200 substâncias perigosas são usadas na produção de plástico. Bisfenóis, ftalatos e "químicos eternos" (PFAS) estão ligados ao cancro, à infertilidade e a doenças metabólicas. - A mentira das grandes indústrias: Enquanto a nossa saúde se degrada, as gigantes do petróleo e do gás planeiam triplicar a produção de plástico até 2060. Neste momento, trabalham ativamente para enfraquecer o Tratado e manter o status quo tóxico em nome do lucro.
As nossas exigências: soluções reais para um futuro saudável
ão aceitaremos um tratado vago feito à medida dos interesses petroquímicos. Na Greenpeace, exigimos que o Governo Português e os líderes mundiais garantam um Tratado Global sobre Plásticos que:
Corte a produção de plástico virgem: Redução obrigatória de, pelo menos, 75% até 2040 para cumprir as metas climáticas e proteger a saúde global.
Acabe com o plástico de uso único: Proibição imediata de embalagens desnecessárias, priorizando recipientes de comida pronta e takeaway.
Elimine químicos tóxicos: Banir o uso de substâncias perigosas em toda a cadeia de produção, aplicando o “Princípio da Precaução” (sem dados de segurança, não há mercado).
Implemente sistemas de reutilização: Financiamento e infraestrutura para uma transição justa para sistemas de recarga e reutilização, eliminando a cultura do descartável.
Os líderes mundiais ou defendem a saúde de milhões de pessoas, ou seguem as ordens das administrações corporativas que lucram com a poluição.
Está nas mãos dos líderes decidir mas está nas nossas exigir. Assina agora esta petição e exige que Portugal, no âmbito da High Ambition Coalition to End Plastic Pollution (Coligação de Alta Ambição para Acabar com a Poluição Plástica) exerça a sua influência por um Tratado Global sobre os plásticos que proteja a nossa saúde, as nossas comunidades e o Planeta.
Vamos pôr fim à Era do Plástico.
Campanha:
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